Voltar
Publicado por Vinicius Silva

Fundos Multimercado e de Ações encolhem e criam espaço para Títulos Públicos

Os gestores de recursos viram os fundos multimercado e de ações, que faz compras na bolsa de valores, encolher ano a ano desde 2011. É o que mostra uma reportagem do Valor Econômico publicada na segunda-feira (9), mostrando que os investidores ficaram aversos à volatilidade da bolsa e, por essa razão, falta disposição para recompor a fatia de renda variável na carteira, que alcançou 11,73% em 2014, bem abaixo dos 17,99% de 2010.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), de 2013 para 2014, o valor aplicado em ações pelos fundos diminuiu em R$ 28,4 bilhões, chegando a R$ 299,9 bilhões, menor valor desde 2009.

Essa é uma situação inversa no segmento de renda fixa. Se a fatia de ações caiu por quatro anos consecutivos, a procura por títulos públicos e operações compromissadas ampliou a sua vantagem.

De acordo com Luciana Seabra, repórter do Valor Econômico, as letras financeiras (LCIs e LCAs) ampliaram sua fatia no portfólio nos últimos anos, saindo de 6,43% para 10,66%.

Para o estrategista e CEO da AZ FuturaInvest, Adriano Moreno, acredita que apesar de haver fatores positivos, como a nova política econômica, existem muitos problemas ocasionados pela Operação Lava Jato e os riscos de racionamento.

Ainda segundo Moreno, a intervenção do governo em alguns setores (como o de energia, por exemplo) também contribuíram para afastar os investidores da renda variável. “Há muito pessimismo com ações, mas estamos mais perto de uma virada do que da continuidade desse inverno, que já dura muito tempo”, explica Adriano.

Para o presidente da AZ FuturaInvest, o momento ainda não é de comprar. Mas ele está próximo.

2012 - 2018 © MEDUNIVERSE - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS